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1º Inventário de Emissões Antrópicas de Gases de Efeito Estufa Diretos e Indiretos do Estado de São Paulo: Período 1990 a 2008

 

 

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O Primeiro Inventário de Emissões Antrópicas de Gases de Efeito Estufa Diretos e Indiretos do Estado de São Paulo, projeto coordenado e realizado pelo PROCLIMA/CETESB/SMA, com apoio da Embaixada Britânica no Brasil, é parte fundamental do compromisso assumido por São Paulo de participar ativamente dos esforços de proteção do sistema climático global e de promover a transição para uma economia de baixo carbono no estado.

Este documento contém estimativas de emissões de Gases de Efeito Estufa-GEE ocorridas no território paulista entre 1990 e 2008, com base na metodologia aprovada pelo IPCC – Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas. As estimativas incluem não apenas os seis gases listados pelo Protocolo de Kyoto (CO2, CH4, N2O, PFCs, HFCs, SF6), mas também os CFCs e HCFCs, gases destruidores da camada de ozônio, regulamentados pelo Protocolo de Montreal e com alto potencial de aquecimento global.

O Inventário é parte da Comunicação Estadual, definida pela a Política Estadual de Mudanças Climáticas de São Paulo-PEMC (Lei Estadual nº 13.798/2009), que tem por objetivo geral estabelecer o compromisso do Estado frente aos desafios das mudanças climáticas globais, dispor sobre as condições para as adaptações necessárias aos impactos derivados das mudanças climáticas, bem como contribuir para reduzir ou estabilizar a concentração de GEE na atmosfera. A PEMC também determina uma meta de redução de CO2 da ordem de 20%, abaixo das emissões de 2005, a ser atingida no ano de 2020. O inventário de emissões de GEE sera elaborado com periodicidade quinquenal, obedecendo à metodologia internacional definida pelo IPCC, também utilizada no inventário nacional, de forma a gerar informações que sejam comparáveis nacional e internacionalmente e que permitam quantificar as emissões do estado no contexto global.

Foi desenvolvido por um grupo de trabalho composto por instituições especializadas que, sob coordenação do PROCLIMA, buscaram estimar as emissões geradas por cada um dos seis setores definidos pelo IPCC. As instituições contratadas para a realização das estimativas setoriais foram: Ciclo Ambiental – Energia (abordagem setorial e de referência); EMBRAPA – agropecuária; FUNCATE – uso da terra, mudança de uso da terra e florestas; Instituto Mauá de Tecnologia – gases refrigerantes e transportes; CETESB – resíduos e efluentes. Além destas empresas, o grupo de trabalho contou com o fundamental apoio de cerca de 100 instituições e 300 especialistas que contribuíram com dados, informações técnicas e estimativas, tais como INPE, PETROBRAS, FIESP, ABAL, ABIQUIM, ABCP, Secretaria de Energia de São Paulo, entre outros. Este método de trabalho em rede permitiu a geração de informações de alta qualidade, aproveitando a expertise das instituições selecionadas, além de oferecer ao inventário maior legitimidade e transparência.

 

Apoio: UK